segunda-feira, 2 de abril de 2012

Viadutos da Agamenon ainda rendem protestos de moradores e comerciantes das áreas afetadas

POSTADO ÀS 08:25 EM 22 DE MARÇO DE 2012


Vinícius Sobreira, especial para o Blog de Jamildo


Algumas faixas têm chamado a atenção dos que passam na Rua Doutor Bandeira Filho, no bairro das Graças, Zona Norte do Recife. Em frente aos prédios, as frases são direcionadas ao governador Eduardo Campos, ao prefeito João da Costa e ao Ministério Público de Pernambuco. Os moradores protestam contra a construção dos viadutos sobre a Agamenon Magalhães, anunciada em agosto do ano passado.


A obra, avaliada em R$ 132 milhões, prevê desapropriação de 31 imóveis, além de recuo de alguns estabelecimentos e demolição de outros. Mas os moradores de cinco edifícios da rua e da Avenida Rosa e Silva, junto com representantes do Clube Português e Igreja Batista da Capunga, estão unidos contra a construção que, de acordo com o governador Eduardo Campos, “é a melhor opção para viabilizar o trânsito na via”.





Segundo o presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE), José Mário Cavalcanti, as obras não alcançarão os objetivos desejados pelo governo e, portanto, não podem ser consideradas viáveis. “Os viadutos são apenas uma solução a curto prazo. As pessoas continuarão comprando carros e dentro de poucos anos os engarrafamentos voltarão a acontecer também nos elevados”.


O presidente chamou a atenção para o fato de que o projeto não prevê um desvio alternativo para o tráfego durante as obras, o que provocará uma considerável piora nos engarrafamentos durante os 18 meses de construções. Outro impacto dos viadutos seria com relação ao meio-ambiente, visto que a Secretaria de Meio Ambiente de Pernambuco ainda não publicou a autorização da obra.


A população reclama dos prejuízos a sua qualidade de vida. A perda de privacidade dos moradores que terão carros passando em suas janelas, as portas dos prédios voltadas para baixo do viaduto e a desvalorização dos apartamentos são algumas das queixas dos moradores da Rua Doutor Bandeira Filho.


Valéria Moura, moradora de um dos prédios atingidos pelas obras, afirma que desde o dia 27 de janeiro os moradores entraram com uma ação civil pública junto ao Ministério Público de Pernambuco, que ainda não se pronunciou. Valéria mostrou revolta com o Crea, que demorou a oficializar seu posicionamento contra as construções, e com a CTTU, que ainda não se pronunciou sobre as obras.


Abaixo-assinados contra os viadutos estão circulando e reuniões estão acontecendo semanalmente no Clube Português para informar os avanços conquistados pelos moradores.

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Pleito no Recife tem muitas opções e pouca qualidade


POSTADO ÀS 18:30 EM 20 DE MARÇO DE 2012


Por Vinícius Sobreira, especial para o Blog de Jamildo


Enquanto políticos das mais diversas orientações tentam fortalecer seus nomes para a candidatura à Prefeitura do Recife, alguns processos tramitam nos gabinetes no Ministério Público de Pernambuco e Federal e Supremo Tribunal Federal.


E, infelizmente não é surpresa, algumas das excelências que pretendem o cargo máximo do município têm também seus nomes envolvidos em ações do Ministério Público de Pernambuco e do Tribunal de Contas do Estado.


Dos possíveis candidatos do PT, o nome mais forte parece ser o do atual prefeito. A gestão de João da Costa recentemente esteve envolvida em algumas polêmicas, como a da contratação de carros blindados para uso do prefeito e a polêmica dos excessivos gastos com os camarotes VIP no carnaval.


Não bastassem as acusações recentes, João da Costa não pára de ser atacado também dentro do partido. Mas os principais opositores de Costa no PT, João Paulo e Humberto Costa, também são acusados de alguns “desvios de conduta” no poder público.


Ex-vereador e ex-prefeito do Recife, João Paulo, é réu em cinco ações penais movidas pelo Ministério Público de Pernambuco, acusado de crimes de irregularidades em licitações e de improbidade (“desonestidade, falta de integridade e de retidão de caráter”, de acordo com o dicionário Aurélio) administrativa.


O deputado federal é alvo de duas ações civis públicas movidas pelo MPPE e ainda, quando prefeito, teve um concurso público considerado irregular pelo Tribunal de Contas do Estado.


O senador Humberto Costa (PT), por sua vez, foi responsabilizado pela utilização, em 2005, da propaganda institucional do Ministério da Saúde para promoção pessoal visando sua candidatura ao Governo de Pernambuco que viria a acontecer no ano seguinte.


Fazendo oposição interna ao atual prefeito, os dois nomes anteriores parecem estar se unindo em torno de uma possível candidatura: a do deputado federal Maurício Rands, também do PT. Este pelo menos não está envolvido em processo algum.


Nomes como o dos deputados federais Paulo Rubem Santiago (PDT) e Eduardo da Fonte (PP), apesar de isentos com a justiça, são pouco citados entre as alternativas da Frente Popular. Uma das opções favoritas à candidatura de prefeito, o deputado estadual Sílvio Costa Filho (PTB) é acusado pela auditoria do TCE de ser um dos responsáveis pelas irregularidades no uso das verbas de gabinete na sua primeira legislatura na Câmara do Recife.
O nome do deputado estadual Daniel Coelho (PSDB) também aparece na lista dos 27 vereadores com contas irregulares, mas o parlamentar tucano recorre à decisão.


Do outro lado do pleito, o deputado federal e ex-governador Mendonça Filho (DEM) é alvo de um inquérito que apura crimes eleitorais; e Raul Henry, deputado federal do PMDB, é alvo de duas ações de execução movidas pela União. Democratas e PMDB ainda conversam sobre uma possível aliança com o PPS, que tem como nome mais forte Raul Jungmann. O deputado é outro possível candidato que ainda aparece com o “nome limpo”.


As informações dos processos foram retiradas do site http://www.excelencias.org.br/


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Falta de calçadas no Vasco da Gama provoca até mortes na Zona Norte

POSTADO ÀS 18:48 EM 19 DE MARÇO DE 2012


Por Vinicius Sobreira, especial para o JC

Os problemas de mobilidade que atingem o Recife ganham peculiaridades nos subúrbios. No Vasco da Gama, zona norte da cidade, os habitantes têm o costume de andar nas ruas. Este hábito é proveniente tanto da ocupação irregular das calçadas quanto da inexistência delas.

As Ruas Dois de Fevereiro e Alto do Eucalipto são exemplos de locais onde sequer existem calçadas. Ao abrirem as portas de suas casas, moradores se deparam com veículos em alta velocidade.

Na Rua Alto do Eucalipto, a dona de casa Josefa Maria da Silva Melo, 68, conta que já escapou várias vezes de ser atropelada e reclama do desrespeito ao pedestre: "às vezes esperamos por quase dez minutos até conseguirmos atravessar a rua". Sua vizinha, Maria Luiza de Moraes, 62, afirma que as casas precisam ser recuadas e critica a falta de atitude do poder público: "entra político, sai político e a situação aqui continua a mesma".


Na entrada do Córrego do Botijão, uma feira fixa ocupa a via de pedestres. Do outro lado, um bar divide a calçada com um canal aberto, obrigando os transeuntes a caminharem nas ruas.


As consequências desta caminhada perigosa podem ser as piores possíveis. O risco é ainda maior quando já não se tem o mesmo reflexo e agilidade da juventude. O senhor Jaime Souza, 84, ainda se recupera de um acidente que lhe rendeu uma fratura exposta, quando foi atropelado por uma motocicleta em alta velocidade na rua principal do bairro. O idoso reclama da falta de faixas de pedestre, sinais de trânsito e placas indicando velocidade máxima permitida.


Casos como o do senhor Jaime infelizmente têm sido frequentes no Vasco da Gama. No dia 11 de Dezembro de 2011, o aposentado Generino Ferreira, 85, foi atropelado na Rua Alto do Eucalipto e não sobreviveu. Seu genro, José Patrício, 63, reclama a falta de opções para o pedestre: "nós somos obrigados a andar na rua. E os motoristas dirigem muito rápido e não têm respeito pelos pedestres". No mesmo mês o aposentado Alírio , 77, foi mais uma vítima fatal de acidentes de trânsito no bairro.


Pelos dados da Prefeitura do Recife, o Vasco da Gama tem uma população residente de 29.426 habitantes (dos quais 2.699 são idosos), o que o classifica como um dos cinco bairros mais populosos da cidade. Mas, ainda assim, a comunidade não conta com um sinal de trânsito ou mesmo um faixa de pedestre, adventos que poderiam contribuir para diminuir os riscos para aqueles circulam no bairro".




Entramos em contato com a CTTU e recebemos a informação de que a iniciativa para realizar as mudanças não devem partir do órgão, mas da a população local, que deveria solicitar uma visita da Companhia de Trânsito através do e-mail cttu@recife.pe.gov.br. Tentamos entrar em contato com a Emlurb, mas o número disponibilizado no site não está funcionando, assim como o telefone indicado pelo Disque Limpeza para contato na Prefeitura.

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